Vamos falar do Hypnotic Poison?

É, eu demorei pra falar sobre o Hypnotic Poison (vulgo HP) porque, na boa, não sabia o que fazer diante das inúmeras reformulações que a Dona Dior vem insistindo em jogar no mercado. Parece que a cada ano (desde que esse perfume começou a ser alvo de reformulação), ele se torna mais e mais aguado, bem distante do que foi um dia. Sim, ele foi reformulado. E não apenas uma vez! Pelo que andei pesquisando, a primeira reformulação data de 2010 (quando a caixinha e o frasco já vieram diferentes) e a segunda de 2011 (quando a caixa, o frasco e a tampa mudaram). Há quem diga que em 2012 ele mudou de novo. Enfim, como lidar? 

Pois bem, a minha versão é a Collector [foto], uma edição limitada lançada em janeiro de 2008 para o Valentine's Day, com frasco diferentinho de 40 emiéles. Não, não eu comprei esse mimoso por causa disso. Pedi pra um amigo que tava morando em Paris catar um HP pra mim e ele me catou esse aí. Só muda o frasco; a fragrância é a mesma da primeira leva (lançada em 1998) – antes, portanto, desse mundaréu de reformulação. 

Como ainda é possível encontrar a primeira versão nos ebays da vida, é dela que eu vou falar, já que é a que eu (raramente) uso. 

As notas de saída do HP são damasco, ameixa e coco. Tuberosa, jasmim, lírio-do-vale, rosa, pau-brasil e alcarávia são o coração. Já as notas de fundo englobam sândalo, amêndoa, baunilha e almíscar.

Enfim, eis uma bombinha atômica com cheiro de baunilha adultíssima e um tanto quando abafada pra lá de boa. Pra usar em doses homeopáticas em temperaturas gélidas. 

Poderosíssimo, noturno, elegante, amêndoa fortíssima, baunilhona medicinal, cheiro avassalador que gruda pra sempre e chega antes de mim no ambiente. Quase nem uso o meu por isso. Mesmo no frio ele me incomoda às vezes. Mas que ele é um senhor perfume, ah, ele é. Com P maiúsculo. Tá, não é mais. Ele foi. Por este motivo, vou parando por aqui.

Ainda não provei nenhuma reformulação e confesso que tô curiosa. Os relatos são desanimadores. A bomba minguou, contam. É, HP perdeu a potência (é impotente agora, tadinho). Nem parece o mesmo perfume. Ok, não é. Não mais. Vou tentar provar o novo e volto um dia desses pra contar.

Comentários

  1. Ainda tenho um tico da antiga versão.Já usei muito (aloka no meio da selva, com 50º) e acho maravilhoso...não conheço a reformulação e pelo que falaste, nem tô perdendo nada, né?

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  2. Se é como vc está falando mesmo não dá pra entender o motivo de tanta reformulação, ainda mais se é pra pior. E eu que vivia namorando esse frasquinho na promoção da Sephora, de repente fiquei aliviada...rs
    Bjo,

    Luciana

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  3. Não é mais o mesmo....está mais "usável", digamos assim. Mais comercial por conta da baunilha medicinal que se foi!

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  4. Aquele perfume que eu respeito, mas não curto, pelas mesmíssimas razões apresentadas. Dona Vanessíssima, começo a achar que temos narizes gêmeos, viu?

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  5. Bruxinha, quem conheceu a reformulação chorou, amiga.

    Lu, ninguém entende a Dior, a campeã das reformulações.

    Village, o mais legal pra mim era a baunilhona. A gente ganha de um lado e perde de outro.

    PnP, sei como é. Respeito vários que não consigo usar.
    Narizes gêmeos ativar! rs

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  6. eu não conheço o 'original', mas já experimente as versões aguadas e, olha, vale a pena não. realmente são bem sem gracinhas.

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  7. Maná, bom saber. Vou ficar longe. Se bem que a curiosidade é grande.

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  8. sempre tive o 'Eau Sensuelle' e acabei com vaaarios frascos, e sempre comprava na argentina ou paraguay por ser bem mais barato.agora fui procurar e descobri essas reformulações.Não curti,e nunca mais encontrei o eau sensuelle, que era o ''meu cheiro''.

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  9. # 8, o Sensuelle já foi descontinuado.

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