Usei até dizer chega


Todo mundo tem uma (ou mais de uma) fase obscura em termos perfumísticos, né não? Sabe aquele perfume que você usou até dizer chega e hoje nem pode mais ver aquilo na frente, quiçá (re)negando até a morte que já gostou do dito cujo? Bora extravasar? 

Confesso que, bem no comecinho da adolescência, usei o Giovanna Baby (Nasha). O rosinha. E, putz, duramos pouco. Fui nele porque as coleguinhas usavam (eu e minhas tentativas de me encaixar nos padrões). Acontece que eu achava aquilo menininha demais, fofinho demais, menina-que-quer-ser-bailarina-quando-crescer demais, sabe como? E, veja bem, eu nunca fui de brincar de Barbie quando criança. Enquanto minhas amigas brincavam de casinha esperando o maridinho fictício voltar do trabalho (e ele nunca voltava. que crueldade. rá!), eu era a mocinha bem resolvida que trabalhava fora como gerente de banco, engenheira química, atriz, cantora, âncora de telejornal, arqueóloga, essas coisas (e às vezes tudo junto, por que não?). Ok, próximo!

E depois veio o Thaty (Boticário). Minha maior fase de um perfume só foi o famigerado Thaty. Usei o dito cujo durante praticamente toda a minha aborrescência adolescência. Litros, litros e litros de Thaty até o nariz fazer bico. Hoje não posso mais nem ver esse ser na minha frente (assim como os demais citados neste post, néam?).

Em seguida fui pro Mamãe e Bebê (Natura), já no finzinho da adolescência, na época do cursinho. Mas minha paixão por essa colônia teve a exata duração do meu semi-extensivo: seis meses. Aquela fase de estudos foi tão insana, que peguei bode do perfume.

E na seqüência vieram os anos de faculdade. Sabe como é, morando em república, cursando jornalismo, vontade de mudar o mundo, quebrar os padrões e blá blá blá? Então, só dava 212 Men (Carolina Herrera) e Dolce & Gabbana Pour Homme (D&G). Opa, masculinos! Só eles. Nada mais. E viva os bigodudos! Nem preciso dizer que depois de formada abandonei esses dois e o estilo masculino de se perfumar, além da vontade de mudar o mundo e quebrar os padrões, néam? 

Agora é a sua vez! Confessa aí, vai! O que você usou até dizer um literal chega

Comentários

  1. :) Sorri com a sua história!
    Não tenho um perfume que tenha enjoado não....se pudesse tinha todos ainda aqui comigo! Sou muito apegada.... bjs

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  2. Usei o Thaty... e quer saber, gostava dele. Sinto falta. GOstaria de ter um, mas não vou pagar por ele, tenho outras prioridades.
    Giovanna Baby rosa tive um até pouco tempo atrás, acabou, ainda bem...
    Usei a colônia Pretty Blue da Avon (parecido com o Thaty, olha ele aí outra vez...).
    Usei o Lavanda Pop, o Innamoratta (é assim que se escreve?), e ainda tive uma fase de colônias infantis (infantis mesmo, tipo Xuxinha e Turma da Mónica)... Ainda bem que cresci.
    Mas sempre fui muito infiel aos perfumes, nunca usei por muito tempo o mesmo.

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  3. Village, eu até sou apegada, mas com esses aí do post, nananinanão. rs

    Diana, eu fui fiel (de fases, mas fiel) até terminar a faculdade. Depois soltei a franga e sou mais feliz assim. rs O bom de ter vários/ser infiel é que a chance de enjoar é mínima.
    Nossa, minha irmã usou muito o Innamorata. Lembro dele. Era uma delicinha.

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  4. ah, mamãe e bebê! o prada infusion d'homme é igualzinho! já arrumei umas três discussões (pacíficas) sobre isso. troféu joinha pra natura na antecipação do mercado, um tapa na embalagem e no posicionamento e a coisa ia longe.

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  5. usei varios vidros do Absinto da Agua de Cheiro. Lembro que era bem forte. O Zingara do Boti tbem. Desse eu tenho saudades. Se voltasse compraria outro frasco. Ana Cristina SANTOS/SP

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  6. Pelamor, moça!
    Eu nunca enjoei de perfumes porque logo cedo descobri que minha mãe e irmã roubavam os meus cheiros. Tipo: Comecei a usar Zingara, e minha mãe se apaixonou, começou a usar como assinatura, e todo mundo só pensava nela quando sentia este perfume. Comecei a usar Eau par Kenzo, minha irmã ficou com a fama (como? o perfume nem era dela!). Assim comecei a minha busca, não termina cedo...

    Adorei sua história!

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  7. Dênis, jura? Menino, agora preciso sentir o Prada pra tirar a prova. Não que eu duvide de você, mas essas coisas a gente precisa cafungar. rs

    Ana, nossa, lembro do Absinto. A loja da minha cidade fechou há eras.

    Perfume na Pele, putz, que dó. Eu não deixava barato não. hahahaha
    Falando sério, sabe que minha mãe me roubou o Thaty também? Bem quando eu catei birra dele, afe. Pior que só ela recebia elogios com ele (eu nunca).

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  8. Eu nunca usei apenas um perfume, nunca consegui sentir o mesmo cheiro todos os dias...mas tem um que usei consideravelmente bem, e que gostaria de apagar do meu passado, é sério hoje não posso sentir mais esse cheiro que tenho crise de enxaqueca é o Organza, Como pude meu Deus?!

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  9. Tadinho do Organza, cristiane. Tão bão ele. Mas eu te entendo, viu?

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  10. E nessas de moleque querer ser grande eu chafurdava, me embebia mesmo naquele Biografia de Natura... acho que todo cara adolescente e interiorano o fazia... combinado a looks trash de ultima instância... final dos 90... desejos clubber do mato de minas... esquisitice reinando! daí que tomei asco do bicho... vez ou outra em lugar público, gente jovem (ou nem tanto) reunida sinto o "aroma"... a cabeça roda, o estômago sinaliza... ai; as memórias!!!

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  11. TIPIN, meu pai tomava banho de Biografia aqui na roça paulista também, mais por insistência da minha mãe. E eu também não posso mais com esse cheiro não.

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