Cafungando: Princesse (Marina de Bourbon)


Marina, gata, te adoro, mas o Princesse não dá. Não pra mim. Curto super o Rouge Royal, viu? Justamente por isso, botei fé no seu taco e fui cafungar o Princesse. E, colega, o que é aquilo? O bicho é fooooorte, fortíssimo! Quase o supro-sumo enxaquecoso. É, amiga, eu tenho enxaqueca, uma lástima. De modos que seu Princesse não me cabe. Noves fora zero, achei enjoativo. Confesso que a saída me enganou direitinho. Pensei estar diante de um perfume sublime, todo cremoso, classudo, docemente frutado, de presença. Na hora, até esqueci o meu pânico por fragrâncias amarelonas (oi, sou doida). Mas aí, viji, desandou o angu, cara princesa. Sabe quando você recebe uma visita super esperada e a pessoa senta do sofá e vai logo colocando o pé na mesa? Foi assim. O jasmim ficou uma bomba, o ylang-ylang me sufocou e até a baunilha (justo ela) me deixou acuada no cantinho. A coisa ficou linearmente desse jeito. E fixou. Nossa, como fixou! Além de a visita ter botado o pé na minha mesinha, a persona não ia embora nunca! Não senti cassis, limão, melancia, maracujá , framboesa, pêssego, frutas exóticas, nada disso. Foi o trio ternura ali de cima que deu as caras. Olha, Marina, você é uma querida, mas mantenha seu Princesse longe de mim, please!

Comentários

  1. Ri muito com sua resenha! Em mim gosto do Proncesse, ele fica com cheirinho de uvas, mais precisamente de vinho branco... Acho um bom perfume, no final, mas nada brilhante.

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    1. Eu acho linda essa diferença de percepção que os perfumes provocam na gente. De verdade. Cada nariz uma sentença, e isso é o máximo!

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  2. Também fujo de perfumes amarelões! Freud explica...

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