Minha imagem preferida

As pessoas normais têm uma música preferida, uma comida predileta, uma cor, um filme, um livro... Eu, como sou anormal, tenho tudo isso e também uma imagem. Ei-la:

Uma moça de cabelo castanho curtinho e olhos escuros, que mora em uma casa rústica e aconchegante decorada em tons de verde pistache, lilás e branco, está sentada em uma poltrona fofinha no canto da sala. A poltrona está virada para a janela. As pernas estão encolhidas sobre a poltrona. Um dos braços está sobre os joelhos e serve como apoio da cabeça. A moça veste um camisão branco de mangas longas e soltinhas. Pernas e pés de fora. Ela espia pela janela de madeira branca o chuvisqueiro que cai lá fora sobre as árvores defronte à janela. Olhar perdido, sabe? Como se o tempo parasse. É uma tarde melancólica de outono. Fim de tarde, aliás. A moça está mergulhada em uma paz tão gostosa...

Faltou a foto? Faltou! Eu vi essa imagem uma vez na internet, há muitos anos, e não sei por que não salvei. Tempos depois, e por diversas vezes, procurei aquele momento mágico feito doida e não tive sucesso. Aquela imagem ficou na minha memória. É minha preferida. Sempre quis estar no lugar daquela moça. Deixaria um pouco de água esquentando no fogão para fazer um chá e me sentaria em frente à janela. Estranho, mas eu tenho saudade disso. Saudade de algo que nunca vivi.

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